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MAI
11
11 MAI 2026
TRANSPORTE E TRÂNSITO
Agente de trânsito: cuidado e segurança nas ruas Contagem
Foto Noticia Principal Grande
Arquivo Transcon
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No Dia do Agente de Trânsito (11/5), destaca-se sua importância para a segurança e mobilidade da cidade

De forma geral, a primeira imagem que se tem do agente de trânsito é a do profissional responsável por fiscalizar e aplicar multas. No entanto, é uma imagem limitada e que não traduz a verdadeira importância da profissão, uma vez que ele é um elemento fundamental para a segurança e fluidez do tráfego. Sem a sua ação, o trânsito se tornaria um caos e a vida nas grandes cidades seria praticamente impossível. É ele que tem a missão, também, de educar motoristas, pedestres e ciclistas, explicando condutas corretas que evitam acidentes. 

Em Contagem, a Transcon, responsável por organizar e fiscalizar o trânsito no município, possui 55 agentes, mantendo um serviço que não pode parar em função de sua importância. 

O presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz, ressaltou que a data reforça o papel de cuidado e proteção da população como elemento central da atuação da profissão, destacando a importância do real esclarecimento à população sobre o sentido da atuação do agente. 

"Para eles, a missão vai muito além da fiscalização: é um trabalho diário de cuidado, orientação e proteção da vida.
Nas ruas, eles convivem com histórias difíceis, acidentes e situações de risco, mas seguem movidos pelo compromisso
de garantir que cada pessoa consiga voltar para casa em segurança. A missão deles é, antes de tudo, a de preservar vidas".

Presidente da Transcon, Rodrigo Tomaz

De acordo com o diretor de Operação de Trânsito da Transcon, Rodrigo Marques, “a principal função do agente de trânsito, previsto no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), é salvar vidas”. 

“A gente trabalha 24 horas por dia nesse intuito. Assim, todo auto de infração que é confeccionado,
é um potencial acidente que pode ser evitado. E o trabalho da gente não é só fiscalização,
tem a educação para o trânsito, tem o apoio que se dá a outros órgãos, tem a sinalização,
o apoio a eventos populares, carreatas, manifestações”.

Diretor de Operação de Trânsito da Transcon, Rodrigo Marques

Nesta segunda-feira (11/5) é comemorado o Dia Nacional dos Agentes de Trânsito, data instituída pela lei 14.594/23, que visa reconhecer a importância da profissão na redução de acidentes em vias urbanas. O agente de trânsito é o profissional habilitado para fiscalizar, orientar e organizar o tráfego de veículos e pedestres. Sua função está prevista no CTB, que lhe concede autoridade para garantir o cumprimento da lei e a proteção da coletividade.



Agentes de Trânsito juntamente com o Presidente da TransCon Rodrigo Tomaz

Cabe ao agente de trânsito a missão, de também educar motoristas, pedestres e ciclistas, explicando condutas corretas que evitam acidentes Foto: Gabriella Gomes/PMC


O agente de trânsito nas ruas

A presença do agente de trânsito coíbe práticas perigosas como excesso de velocidade, uso do celular ao volante, o avanço de semáforos, a direção sob efeito de álcool, entre outras. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a fiscalização preventiva efetiva pode reduzir em até 20% os índices de mortes no trânsito.

Mas, para além da sua atuação normativa, o agente também desempenha um papel social. É nesse contexto que se pode observar na atuação individual de cada um deles, a real dimensão da profissão. Agente de trânsito na Transcon, Mariele Santos, comentou justamente esse aspecto:

“Antes de falar do trabalho do agente de trânsito, é importante falar de quem está por trás desse trabalho.
Temos mães, pais, filhos, pessoas que se envolvem no trabalho de salvar vidas, de proteção, de conscientização.
São pessoas que se envolvem em ações muito amplas como poda de árvores, proteção de animais em vias,
que no período chuvoso desentopem bocas de lobo para escoar a água. Carregamos ferramentas no carro
que as pessoas nem imaginam. No nosso veículo não temos apenas o bloco de multa, mas também enxada,
alicate, corda para puxar outro veículo, temos o saco de arremesso para situação de salvamento
em inundação, entre outros itens”.

Agente de trânsito da Transcon, Mariele Santos

Por mais que se reforce ações que muitas vezes não são de desconhecimento da maioria das pessoas, a importância da fiscalização tem a centralidade na atuação do agente. 

É este aspecto que Cândida Ribeiro, há dez anos na profissão, reforçou que o trabalho do profissional, muitas vezes, fica limitado e até invisíveis para a população em geral.

“Antes de ser agente de trânsito, eu tinha uma visão bem diferente. Às vezes as pessoas só veem a multa,
a abordagem, mas quando você passa a viver o trânsito todos os dias, a visão muda. A gente consegue
entender que as regras de trânsito não são feitas para punir as pessoas, mas para proteger.
É esse o olhar que eu, como agente, tenho”, disse. 

Agente de trânsito da Transcon, Cândida Ribeiro

“Quando estamos em uma fiscalização ou operação, o que a gente pensa é como fazer da melhor maneira para que as pessoas fiquem seguras, que cheguem no seu destino com segurança. Nosso objetivo não é a arrecadação, mas a mudança de comportamento. Quando a gente fala disso, nossa profissão acaba sendo um pouco ingrata, porque não dá para medir o resultado do nosso trabalho, pois ninguém consegue mensurar um acidente ou uma tragédia que não aconteceu em função da ação do agente”, completou.

É justamente das consequências de más atitudes no trânsito que o agente Osvaldo de Souza Filho prefere falar. Há 26 anos na profissão, ele acumulou muitas histórias, algumas bonitas, outras nem tanto, mas sem perder o foco do que realmente é importante no seu trabalho.

“Quando a gente dá apoio onde está acontecendo um acidente, nem sempre é algo agradável. Teve uma vez que,
na av. Cardeal Eugênio Pacelli, um motoqueiro perdeu o controle e acabou se chocando na traseira de uma caminhonete.
Chegando lá, ele ainda estava vivo, mas sem conseguir conversar, com dificuldade para respirar, foi uma cena muito triste.
Lembro que conversei com ele, falei para que ele ficasse tranquilo, que iria dar tudo certo... ele até deu um sorriso de volta.
Eu realmente tinha esperança que desse tudo certo. Infelizmente a costela dele perfurou o pulmão que encheu de sangue.
Ele começou a sufocar e a gente ali sem poder fazer absolutamente nada. Ele foi morrendo aos poucos e quando
o Samu chegou, ele praticamente estava sem vida”.

Operação e Fiscalização de Transporte e Trânsito, Osvaldo de S. Filho

Por outro lado, ele também tem histórias marcantes pelo aspecto positivo, que ele conta com um sorriso no rosto:

“Há, no entanto, histórias marcantes positivamente. Um fato que foi legal aconteceu indo para Nova Contagem, quando nos deparamos com uma mulher passando por trabalho de parto. Era uma situação de emergência e a colocamos na viatura. Ela estava em um lugar que tinha muita poeira, e como a bolsa estourou, o pé dela estava puro barro, em função do líquido amniótico. Saímos correndo para o hospital que ela pediu e felizmente deu tudo certo. Hoje o filho dela já deve estar com uns 15 anos”, contou.

Ao conversar com os agentes o que se percebe é que o cuidado com a segurança é o que prevalece como condutor da ação de cada um deles. Como afirmaram Mariele, Cândida e Osvaldo, o papel principal do agente de trânsito é fortalecer a consciência de que maus hábitos podem gerar consequências ruins. É apontar aos usuários que se ele fez algo não permitido no trânsito, que não repitam, pela própria segurança dele e pela segurança de outras pessoas.

Autor: repórter Ricardo Garro / Edição: João Cavalcanti
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